Compartilhar acervos musicais, falar, fotografar, filmar, ouvir música e acessar a internet através do aparelho celular são hoje atividades comuns em nossas vidas.
As tecnologias de informação e comunicação estão cada vez mais transformando a relação das pessoas com o espaço. Ao mesmo tempo em que permitem o deslocamento sem sair do lugar, esses dispositivos possibilitam ao homem criar novos arranjos imaginários e subjetivos para se relacionar com o espaço, a memória e a arte.
"Geografias Imaginárias - Subjetividades Mediadas", que começa hoje, na cidade de Diamantina (em parceria com o Festival de Inverno da UFMG), apresenta um recorte de trabalhos realizados no contexto da mobilidade, abrangendo reflexões sobre a emergência dos espaços informacionais e a participação social através das redes móveis.
O projeto é um desdobramento do festival Vivo arte.mov e já está na quinta edição. Contará com mostra itinerante e circuito de debates chamado Encontros e Ideias.
Para Rodrigo Minelli, curador e idealizador do projeto, além de levar ao conhecimento do público o que está sendo produzido no Brasil e no mundo no campo das mídias móveis e artes locativas, o evento procura levantar discussões acerca da maneira como lidamos com a tecnologia.
"Um dos nossos objetivos é trazer um pouco desses cinco anos de discussão, que o festival Vivo arte.mov tem levantado, também para o interior do Estado. Ao mesmo tempo, procuramos despertar o interesse, tanto dos visitantes, quanto da população dessas cidades turísticas, para a maneira como essas novas tecnologias de comunicação estão transformando nossa relação com o mundo", afirma.
Com o intuito de fomentar a discussão sobre as interrelações entre geolocalização e arte, além de incentivar experiências inovadoras no universo da convergência entre arte e tecnologia, participarão do evento críticos e artistas expositores.
Os encontros, que acontecem até o dia 28, sugerem a discussão de temas pertinentes à arte digital e seus atores: Entre nós e o mundo, as imagens (Rodrigo Minelli), Perspectivas críticas (Carlos Henrique Falci) e Potencialidades e desafios locais (Eustaquio Neves, Rafael Marchetti , Rodrigo Minelli).
Minelli também acredita que, desde a primeira edição do festival Vivo arte.mov, é possível perceber um certo desenvolvimento no domínio dessa tecnologia. "Hoje percebemos que não só é possível fazer vídeos no celular como também produções audiovisuais conscientes e maduras quanto ao entendimento das possibilidades técnicas contidas nesses dispositivos. Esse amadurecimento é cada vez mais visível", diz.
Além de Diamantina, que sediará o projeto até o dia 29 de julho, "Geografias Imaginárias - Subjetividades Mediadas" estará em outros três municípios mineiro: Cataguases (10 a 14 de agosto), Tiradentes (4 a 7 de setembro) e Guaxupé (13 a 16 de outubro).
AGENDA
O QUE. "Geografias Imaginárias - Subjetividades Mediadas": Exposição e espaço de trocas de ideias sobre a produção no campo das mídias móveis e artes locativas
ONDE. Museu do Diamante, em Diamantina
QUANDO. De hoje a quinta-feira
QUANTO. Entrada franca















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