Nouvelle Vague encanta mineiros no Palácio das Artes
12.05.2010 • 15:25

A escolha do Palácio das Artes para receber o Nouvelle Vague em Belo Horizonte podia indicar uma apresentação polida e até monótona. Felizmente, as vocalistas Karina Zeviani e Helena Nogueira não se intimidaram com o grande teatro e dançaram, conversaram com o público e correram entre a plateia. As duas, aliás, foram as estrelas da noite. Apesar do competente quarteto que acompanhou a dupla (bateria, teclado, guitarra e baixo), são as mulheres que comandam a festa.

No vocal, a brasileira Karina Zeviani se destacou com sua voz que variava entre o suave e o potente e várias músicas ficaram melhores em sua voz do que no CD original, como a versão flamenca de Not Knowing, do Minimal Compact, cantada por ela no meio do público. Karina também foi a porta voz da banda durante o show, pois era a única que falava português. Já no quesito presença de palco, a belga Helena Nogueira roubou a cena com sua simpatia e suas tentativas, muitas vezes frustradas, de falar português. A cantora também brilhou em momentos solo, como em Love will tear us apart again.

O grupo abriu a apresentação com Bela Lugosi's Dad, do Bauhaus, cover que está no segundo disco da banda, mas grande parte do repertório do show foi baseado no último disco do grupo, 3. O show se alternou entre arranjos mais intimistas e momentos dançantes.

Entre os momentos mais calmos, o hino punk do Sex Pistols God save the queen virou música para banquinho e violão. O público fez coro na famosíssima Love Will tear us apart again, do Joy Division, e The Forest e I melt with you arrancaram suspiros.

Já em Too drunk to fuck, Blister in the sun, e Friday night saturday morning, as vocalistas aproveitaram para mostrar que se divertem no palco, fazendo caras e bocas, dançando e puxando palmas da plateia. Nessas horas, as cadeiras do Palácio intimidavam. Como cada um tinha seu lugar marcado, muita gente teve que se conter para não levantar e dançar junto. Somente no fim do show o público se deixou levar e saiu das cadeiras, se dirigindo pra frente do palco. 

 

Como tudo que foge do script costuma agradar, um dos momentos marcantes do show foi quando o baixista Valente Bertelli pediu para que a plateia cantasse parabéns - em português - para seu pai, que completou oitenta anos naquela noite.

 

Depois de voltar para o bis duas vezes, a banda deixou o palco provando que, mesmo só cantando covers, é muito mais original do que vários grupos autorais. 


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