
Conheça o trabalho pesado da galera responsável pelas noitadas
Izabella Figueiredo - Ragga
Vamos lá, pense em um show bacana a que você já foi. O que vem à cabeça? Luzes, boa música, galera empolgada? Obviamente você não pensou em quem suou muito para que a apresentação rolasse, não é? Tudo bem, o trabalho do produtor de eventos é justamente este: planejar, organizar e promover todos os espetáculos que podem marcar a vida de muita gente. Tudo nos bastidores.
Quem esteve ligado no ano passado deve ter percebido a quantidade de artistas internacionais que passaram por Belo Horizonte: Alanis Morissette, Orishas, Simple Plan, Iron Maiden e Keane são apenas alguns exemplos. Agradando a todos os gostos, os shows internacionais de 2009 deram oportunidade para que o público pudesse entrar em contato com artistas que até então eram conhecidos unicamente por meio do rádio, da televisão e da internet.
Não faz muito tempo que o Brasil começou a ser destino dos grandes shows gringos. Porém, “quem decide se vai ou não para determinado país é o artista. Não basta ter capital para contratar”, conta Márcia Ribeiro, da Nó de Rosa Produções. Acostumada a produzir shows como os do Faith no More e do The Cranberries, no final do mês, Márcia conta que alguns fatores colaboram para colocar o Brasil na rota de nomes do mainstream: “Com a crise mundial, por exemplo, os artistas começaram a investir em praças emergentes, e o Brasil é uma delas”. Quem sai ganhando é o público, claro.
Embora Belo Horizonte apresente um crescimento significativo de shows, não é sempre que conseguimos trazer aquele artista importante para cá. “O número de shows que determinada banda vai realizar é decidido por sua equipe. Se o artista só abre espaço para a realização de duas noites de espetáculo, por ter uma maior demanda, quem vai levar o show é Rio de Janeiro e São Paulo”, conta Márcia, que lamenta não conseguir trazer todos os shows que deseja para a capital mineira.
Para que todo espetáculo seja realizado, existe por trás o trabalho intenso do produtor, que “percebe as oportunidades que o mercado oferece e viabiliza a realização do show”, diz Otacílio Mesquita, da Malab Produções. Especialista em negociar a vinda de DJs internacionais para Belo Horizonte, Otacílio conta que as tarefas de um produtor de eventos são tão diversificadas que ele acaba se habilitando em várias outras carreiras, já que “o bom produtor é aquele que sabe administrar, comunicar e até coordenar a montagem e desmontagem de uma cidade em apenas uma semana”, diz. “Existem pessoas que frequentam eventos e acham que aquela estrutura gigantesca é fixa do local”, conta. “Pode parecer incrível, mas ninguém imagina que embaixo do palco do Tiesto, em 2007, havia quatro caçambas de lixo colocadas para dar sustentação ao local que abrigava o DJ”, confidencia o produtor.
O processo de realização de um show internacional leva meses. Primeiramente, o artista decide os locais em que gostaria de se apresentar. Então, a sua equipe contata uma grande produtora do país eleito (no Brasil, um exemplo dessas grandes produtoras é a paulista Time 4 fun), que, por sua vez, comunica às produtoras parceiras de outras capitais para viabilizar mais apresentações. A proximidade entre um país e outro também é importante no fechamento do roteiro de uma turnê. Por isso é tão comum ocorrerem os mesmos shows no Brasil, Argentina e Chile em épocas iguais.
Encarregados das famosas “listas de exigências”, os produtores enxergam a maioria das reivindicações dos artistas pelo lado humanitário. Márcia defende a cantora Alanis Morissette por ter exigido uma suíte conjugada para hospedar seus cãezinhos: “Existem turnês que duram anos. Essa foi a forma que Alanis encontrou de trazer o seu mundo para perto”, diz. A produtora também cita o caso da banda Simple Plan, que pediu que um segurança ficasse no mesmo andar de hotel que eles. “Como o Brasil passa a imagem de ser um país violento, o pedido da banda foi compreensível. Quando eles chegaram aqui e viram que a situação era tranquila, dispensaram o segurança e ficaram até tarde da noite se divertindo em um bar.”
Para quem se interessa em se formar produtor de eventos, Cristiano Nenety, reconhecido produtor de eventos locais, dá as dicas: “O bom produtor deve ser criativo, ter habilidade para inovar e ter muita disposição”, conta o profissional, que já passou várias noites sem dormir para que um evento saísse como o planejado. Com apenas 30 anos, Nenety é dono de uma das maiores produtoras do estado e admite ter despontado para a profissão de produtor bem cedo: “Comecei produzindo festas no colégio, depois em boates e por aí fui me firmando na carreira”.
Apesar de a profissão oferecer uma vida social intensa, reconhecimento e contato direto com artistas, Nenety desmitifica o glamour que envolve seu trabalho: “É legal conhecer os artistas e produzir festas de que o público gosta, mas é importante destacar que, acima de qualquer luxo que a profissão possa oferecer, existe um trabalho muito pesado”.
Sempre preocupados em trazer atrações que agradam ao público, os produtores admitem que existem riscos na realização de um evento. “O fato de o artista ser estourado não significa que o show vai ser um sucesso”, conta Mesquita.
Segundo Antônio Bortoletto, da equipe de marketing da DM Promoções, que tem como carro chefe os eventos de axé, a garantia de sucesso de uma festa depende completamente da sintonia e integração dos diferentes profissionais envolvidos no projeto: “As parcerias vão desde empresas de montagem de estrutura, patrocinadores, policiamento e vendas, até serviços que não são visíveis, mas que são fundamentais para a realização de um evento, como produtores de vídeo, agências de comunicação, hotéis, empresas de transporte etc”. Essa fórmula costuma funcionar bem nos eventos da DM, como nos já tradicionais Axé Brasil, Uai Folia, Nana Fest e Cerveja e Cia.
Embora a profissão seja arriscada, os produtores parecem bem felizes com o que fazem. Ao serem questionados sobre o melhor da profissão, todos concordam com Otacílio: “Não existe recompensa maior do que fazer um trabalho que é aprovado pelo público”.

Fonte
http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_16/2010/01/14/ficha_drops_noticia/id_sessao=16&id_noticia=19713/ficha_drops_noticia.shtml
Izabella Figueiredo - Ragga
Vamos lá, pense em um show bacana a que você já foi. O que vem à cabeça? Luzes, boa música, galera empolgada? Obviamente você não pensou em quem suou muito para que a apresentação rolasse, não é? Tudo bem, o trabalho do produtor de eventos é justamente este: planejar, organizar e promover todos os espetáculos que podem marcar a vida de muita gente. Tudo nos bastidores.
Quem esteve ligado no ano passado deve ter percebido a quantidade de artistas internacionais que passaram por Belo Horizonte: Alanis Morissette, Orishas, Simple Plan, Iron Maiden e Keane são apenas alguns exemplos. Agradando a todos os gostos, os shows internacionais de 2009 deram oportunidade para que o público pudesse entrar em contato com artistas que até então eram conhecidos unicamente por meio do rádio, da televisão e da internet.
Não faz muito tempo que o Brasil começou a ser destino dos grandes shows gringos. Porém, “quem decide se vai ou não para determinado país é o artista. Não basta ter capital para contratar”, conta Márcia Ribeiro, da Nó de Rosa Produções. Acostumada a produzir shows como os do Faith no More e do The Cranberries, no final do mês, Márcia conta que alguns fatores colaboram para colocar o Brasil na rota de nomes do mainstream: “Com a crise mundial, por exemplo, os artistas começaram a investir em praças emergentes, e o Brasil é uma delas”. Quem sai ganhando é o público, claro.
Embora Belo Horizonte apresente um crescimento significativo de shows, não é sempre que conseguimos trazer aquele artista importante para cá. “O número de shows que determinada banda vai realizar é decidido por sua equipe. Se o artista só abre espaço para a realização de duas noites de espetáculo, por ter uma maior demanda, quem vai levar o show é Rio de Janeiro e São Paulo”, conta Márcia, que lamenta não conseguir trazer todos os shows que deseja para a capital mineira.
Para que todo espetáculo seja realizado, existe por trás o trabalho intenso do produtor, que “percebe as oportunidades que o mercado oferece e viabiliza a realização do show”, diz Otacílio Mesquita, da Malab Produções. Especialista em negociar a vinda de DJs internacionais para Belo Horizonte, Otacílio conta que as tarefas de um produtor de eventos são tão diversificadas que ele acaba se habilitando em várias outras carreiras, já que “o bom produtor é aquele que sabe administrar, comunicar e até coordenar a montagem e desmontagem de uma cidade em apenas uma semana”, diz. “Existem pessoas que frequentam eventos e acham que aquela estrutura gigantesca é fixa do local”, conta. “Pode parecer incrível, mas ninguém imagina que embaixo do palco do Tiesto, em 2007, havia quatro caçambas de lixo colocadas para dar sustentação ao local que abrigava o DJ”, confidencia o produtor.
O processo de realização de um show internacional leva meses. Primeiramente, o artista decide os locais em que gostaria de se apresentar. Então, a sua equipe contata uma grande produtora do país eleito (no Brasil, um exemplo dessas grandes produtoras é a paulista Time 4 fun), que, por sua vez, comunica às produtoras parceiras de outras capitais para viabilizar mais apresentações. A proximidade entre um país e outro também é importante no fechamento do roteiro de uma turnê. Por isso é tão comum ocorrerem os mesmos shows no Brasil, Argentina e Chile em épocas iguais.
Encarregados das famosas “listas de exigências”, os produtores enxergam a maioria das reivindicações dos artistas pelo lado humanitário. Márcia defende a cantora Alanis Morissette por ter exigido uma suíte conjugada para hospedar seus cãezinhos: “Existem turnês que duram anos. Essa foi a forma que Alanis encontrou de trazer o seu mundo para perto”, diz. A produtora também cita o caso da banda Simple Plan, que pediu que um segurança ficasse no mesmo andar de hotel que eles. “Como o Brasil passa a imagem de ser um país violento, o pedido da banda foi compreensível. Quando eles chegaram aqui e viram que a situação era tranquila, dispensaram o segurança e ficaram até tarde da noite se divertindo em um bar.”
Para quem se interessa em se formar produtor de eventos, Cristiano Nenety, reconhecido produtor de eventos locais, dá as dicas: “O bom produtor deve ser criativo, ter habilidade para inovar e ter muita disposição”, conta o profissional, que já passou várias noites sem dormir para que um evento saísse como o planejado. Com apenas 30 anos, Nenety é dono de uma das maiores produtoras do estado e admite ter despontado para a profissão de produtor bem cedo: “Comecei produzindo festas no colégio, depois em boates e por aí fui me firmando na carreira”.
Apesar de a profissão oferecer uma vida social intensa, reconhecimento e contato direto com artistas, Nenety desmitifica o glamour que envolve seu trabalho: “É legal conhecer os artistas e produzir festas de que o público gosta, mas é importante destacar que, acima de qualquer luxo que a profissão possa oferecer, existe um trabalho muito pesado”.
Sempre preocupados em trazer atrações que agradam ao público, os produtores admitem que existem riscos na realização de um evento. “O fato de o artista ser estourado não significa que o show vai ser um sucesso”, conta Mesquita.
Segundo Antônio Bortoletto, da equipe de marketing da DM Promoções, que tem como carro chefe os eventos de axé, a garantia de sucesso de uma festa depende completamente da sintonia e integração dos diferentes profissionais envolvidos no projeto: “As parcerias vão desde empresas de montagem de estrutura, patrocinadores, policiamento e vendas, até serviços que não são visíveis, mas que são fundamentais para a realização de um evento, como produtores de vídeo, agências de comunicação, hotéis, empresas de transporte etc”. Essa fórmula costuma funcionar bem nos eventos da DM, como nos já tradicionais Axé Brasil, Uai Folia, Nana Fest e Cerveja e Cia.
Embora a profissão seja arriscada, os produtores parecem bem felizes com o que fazem. Ao serem questionados sobre o melhor da profissão, todos concordam com Otacílio: “Não existe recompensa maior do que fazer um trabalho que é aprovado pelo público”.

Fonte
http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_16/2010/01/14/ficha_drops_noticia/id_sessao=16&id_noticia=19713/ficha_drops_noticia.shtml















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